O núcleo externo da Terra pode estar a mudar de direção sob o Pacífico, e isso tem deixado os cientistas a observar com muita curiosidade. O núcleo externo é uma camada líquida de ferro e níquel que envolve o núcleo interno, com pouco mais de dois mil e trezentos quilómetros de espessura. As correntes de ferro líquido criam, pela geodinâmica, o campo magnético que nos protege da radiação solar. Estas correntes não são estáveis; podem variar de direção ao longo de milhares de anos, e, em escalas muito longas, já ocorreram reversões de polaridade — a última ocorreu há cerca de 780 mil anos. Hoje, observações indicam que o campo está a enfraquecer em algumas regiões, incluindo áreas próximas ao Pacífico, com anomalias de fluxo no manto que podem sinalizar alterações no geodinamo. Embora ainda seja cedo para confirmar uma próxima reversão, os investigadores acompanham de perto esses sinais, porque uma mudança na direção do campo não é apenas um enigma geofísico: pode influenciar a navegação, sistemas de satélite e a proteção do planeta contra radiação cósmica. Para estudar, os cientistas recorrem a rochas que guardam a memória magnética do planeta, a medições de campo com satélite e a modelos numéricos que simulam o que sucede no interior da Terra. Fascinado com os mistérios do nosso planeta? Comente abaixo a sua opinião e registe-se no Portal STOP para explorar mais artigos de ciência!

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Uma nova descoberta ilumina o passado do nosso Sistema Solar: cientistas analisaram um meteorito que caiu no Saara e sugerem que ele seja um fragmento de um planeta que se desfez há cerca de 4,5 mil milhões de anos. Ao examinar minerais, isótopos de oxigénio e outros traços elementares, a equipa comparou este meteorito com materiais de diferentes corpos celestes, descobrindo semelhanças com rochas formadas no interior de planetesimais da nossa vizinhança solar primitiva. A hipótese é que, nesse tempo distante, um corpo planetário inteiro tenha entrado em desintegração, espalhando fragmentos que hoje circulam pela Terra como meteoritos — inclusive sobre áreas áridas do Saara. Este achado oferece uma janela para compreender a formação de planetas e a história da Terra, ajudando a responder a perguntas sobre as condições que moldaram o nosso planeta e o papel de impactos gigantes na evolução do sistema solar. A aridez do Saara tem sido uma guardiã de testemunhos cósmicos por milénios, permitindo aos cientistas reconstruir cenários de colisões que moldaram o início do nosso canto do cosmos. Fascinante pensar que restos de um planeta que já não existe mais podem chegar até nós, ajudando a decifrar a origem da vida e da própria Terra. Fascinado com os mistérios do nosso planeta? Comente abaixo a sua opinião e registe-se no Portal STOP para explorar mais artigos de ciência!

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Num capítulo impressionante do cosmos, uma estrela pode engolir um planeta inteiro. A notícia aponta que uma estrela, com características parecidas às do nosso Sol, teria engolido um planeta semelhante à Terra. Uma cientista brasileira explica as evidências que sustentam esta possibilidade: traços químicos incomuns na atmosfera estelar, que sugerem a incorporação de material rochoso vindo de um planeta, além de sinais de que a rotação da estrela mudou ao longo do tempo. Combinados com modelos de evolução estelar, esses indícios ajudam os astrónomos a entender como os sistemas planetários evoluem e qual será o destino de mundos como o nosso quando as estrelas crescem. Este tipo de descoberta abre portas para compreender melhor o nosso lugar no universo e o que pode acontecer aos planetas ao redor de outras estrelas. Fascinado com os mistérios do cosmos? Comente abaixo a sua opinião e registe-se no Portal STOP para explorar mais artigos de ciência!

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Júpiter não é mais visto com as mesmas certezas de outrora. Novas análises dos dados recolhidos pela sonda Juno apontam que o gigante gasoso guarda segredos no seu interior que desafiam os modelos tradicionais. Em vez de possuir um núcleo compacto e uma camada de hidrogênio sob pressão simples, as evidências sugerem um núcleo difuso, com rochas, gelo e hidrogênio/helio distribuídos por uma porção maior do interior. Estas descobertas influenciam não só a forma como entendemos a formação de Júpiter, mas também como ensinamos os gigantes gasosos nos livros didáticos. Além disso, as medições de gravidade e do campo magnético indicam que a região de hidrogênio metálico — responsável por parte do campo magnético intenso de Júpiter — pode estar mais extensa do que se pensava, e as ventosas bandas de nuvens continuam a revelar uma atmosfera em movimentação constante, com tempestades que mudam com o tempo, incluindo alterações na icônica Grande Mancha Vermelha. Em resumo, o que parece estável no ensino de ciências revela-se mais dinâmico quando confrontado com dados de observação de alta precisão. A cada nova missão, a ciência dá um passo adiante, reescrevendo capítulos inteiros.

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