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Qua., Jun.
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Vermelho desmoronou dique dos castores

Liga Portuguesa
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Num jogo marcado por algumas decisões de arbitragem que deixaram a desejar e por um nível qualitativo ainda longe do desejado (embora a evoluir na direção certa), o Benfica conseguiu vencer na receção ao Paços de Ferreira por 2x0 e aproximou-se do Sporting no 2º lugar da tabela classificativa. Depois de se estrear, esta época, à frente da equipa principal do Benfica com uma derrota frente ao FC Porto (3x1), Nélson Veríssimo voltou a apostar no 4x4x2 e viu-se obrigado a

apresentar algumas novidades face às ausências causadas por um surto de covid-19 nos encarnados. As principais foram as presenças no onze de Helton Leite, Morato, Gonçalo Ramos e Seferovic, com Darwin a começar no banco. Do outro lado, César Peixoto, que chegava a este jogo ainda 100% vitorioso no comando do Paços, também foi obrigado a algumas mexidas, especialmente no miolo, sem Luiz Carlos e Nuno Santos. Vermelho ditou a festa Perante essas ausências e com um adversário de respeito pela frente, o Paços de Ferreira apresentou-se na Luz com um esquema tático bastante moldável consoante o momento do jogo. Com bola, os castores davam largura num 4x4x2 clássico, com Denilson Jr. e Hélder Ferreira (este mais móvel) como referências ofensivas. A defender, Uilton Silva baixava para ala e Antunes fechava a central do lado esquerdo, povoando mais a zona defensiva e o miolo. Perante isto, o Benfica foi obrigado a dar mais largura ao seu jogo e Everton até ganhou a jogar mais colado à linha, aproveitando os movimentos da direita para o meio de Rafa e os apoios de Gonçalo Ramos, que, apesar de, no papel, ser avançado, foi muitas vezes ao miolo apoiar João Mário e Weigl e encurtar distâncias, além de procurar movimentos para as alas para arrastar defesas e dar espaço aos seus colegas. João Mário também aproveitou esses movimentos para ter bola mais perto da área adversária e essa aproximação foi sempre dos momentos mais perigosos do Benfica com bola.

Do outro lado, o Paços de Ferreira mostrou-se paciente sem bola e defendia com linha baixa, apostando na verticalidade dos seus avançados para explorar as costas da defesa encarnada, mas sem ser através da meia distância e de cruzamentos largos, Helton Leite foi quase sempre um mero espetador. Para esta escassez ofensiva muito ajudou os apoios defensivos que Rafa, Everton e Gonçalo Ramos foram dando, sempre muito solidários. Contudo, os comandados de César Peixoto tiveram alguns motivos de queixa quando, ao minuto 25, Otamendi viu um amarelo que podia ter perfeitamente sido um vermelho, por uma entrada de pitões e fora de tempo, «perdoada» pelo árbitro Vítor Oliveira. Ao nível de oportunidades, elas praticamente apenas chegaram aquando das trocas posicionais dos homens encarnados - além das tais aproximações de João Mário -, com destaque para Rafa e Gonçalo Ramos, com o segundo a atirar mesmo à barra aos 40 minutos. No entanto, foi em cima do intervalo que chegaram os momentos mais importantes. Aos 45+2, Denilson Jr. viu vermelho direto, após consulta do VAR, por uma entrada feia sobre Grimaldo e pouco depois as águias chegaram mesmo ao golo. Aproveitando uma desconcentração defensiva, Seferovic desmarcou-se nas costas da defesa e deixou Gonçalo Ramos na cara do golo. Em esforço, o português obrigou André Ferreira a uma grande defesa, mas na recara, João Mário só teve que encostar. Gerir e descansar Com os ânimos mais calmos, o Paços de Ferreira regressou do intervalo com o bloco ainda mais baixo do que aquilo que se tinha visto na 1ª parte e isso deu mais espaço para o Benfica ir circulando a bola no meio campo adversário, mas o ritmo de jogo estava baixo e os encarnados tinham dificuldade em ligar setores no último terço face ao grande aglomerado de jogadores. Por isso mesmo, as subidas dos laterais e a procura das costas dos defesas pareciam a melhor «arma.»

Completamente balanceado para o ataque, o Benfica tinha apenas os centrais atrás e o Paços de Ferreira ainda conseguiu sair algumas vezes em velocidade, mas sempre com pouca gente e apenas Diaby, num lance individual, aos 54 minutos, conseguiu assustar e Helton Leite estava atento para fazer uma boa defesa. O jogo estava aparentemente controlado, mas Nélson Veríssimo não queria depender da vantagem mínima do marcador e foi experimentando coisas novas face às características do jogo, com as entradas de Darwin, numa primeira instância, e de Paulo Bernardo e Lázaro, mais tarde. Estas mexidas voltaram a trazer um pouco de mais intensidade ao jogo do Benfica, mas a verdade é que o «descanso» apenas chegou, a um quarto de hora do fim, aquando de um rasgo individual de Grimaldo, através de um remate colocadíssimo de fora da área, sem hipóteses para André Ferreira. Até ao final, fruto dos movimentos de Paulo Bernardo e Darwin - que teve um golo anulado e atirou outra bola à barra - o Benfica ameaçou aumentar, mas o resultado não mais mexeu. Embora ainda longe de uma exibição totalmente convincente, o Benfica logrou em bater o Paços por 2x0 e soma agora 40 pontos, aproximando-se do Sporting (44 pontos), que perdeu nesta jornada. O Paços de Ferreira, por sua vez, somou a primeira derrota na era César Peixoto e segue em 11º lugar, com 17 pontos.

 

Fonte:da Redação e da zerozero.pt
Reeditado para:Noticias do Stop 2022
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