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Esboços da Bíblia - Livro de Joel

3 anos 10 meses atrás #259 por Malaquias da Silva
Malaquias da Silva criou o tópico: Esboços da Bíblia - Livro de Joel
Joel (Jl)


Livro inspirado das Escrituras Hebraicas, escrito por “Joel, filho de Petuel”. (Jl 1:1) Virtualmente nada se sabe da vida deste profeta. Por suas referências a Judá, a Jerusalém e à casa de Deus ali, pode-se inferir que profetizou em Judá e que talvez morasse em Jerusalém. (1:9, 14; 2:17, 32; 3:1, 2, 16-20) Ter ele mencionado a “baixada de Jeosafá” (3:2, 12) dá a entender que escreveu seu livro depois da grande vitória de Deus a favor do Rei Jeosafá. Mas o período exato envolvido é duvidoso.

Tempo da Escrita. Os peritos atribuem diversamente ao livro de Joel datas desde antes de 800 aC até cerca de 400 aC. A respeito de seus argumentos a favor de uma composição posterior ou anterior do livro, The International Standard Bible Encyclopaedia (A Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional; editada por James Orr, 1960, Vol. III, p. 1690) observa: “Muitos dos argumentos aduzidos são da espécie negativa, i.e., a consideração daquilo que o profeta não menciona ou a que não se refere [inclusive os caldeus, os assírios, um rei de Judá e o reino de dez tribos], e o argumento baseado no silêncio é notoriamente precário.” De modo similar, não se pode determinar com certeza se Joel citou outros profetas ou foi citado por eles. Uma data após o exílio babilônico seria indicada se Joel (2:32) citou Obadias (17). Por outro lado, não só Obadias, mas até mesmo o bem anterior profeta Amós (compare Jl 3:16 com Am 1:2) talvez tenha citado Joel. Isto significaria que Joel escreveu seu livro o mais tardar no tempo de Uzias (Am 1:1), talvez por volta de 820 aC. Embora não seja conclusivo, o lugar ocupado pelo livro de Joel no cânon hebraico, entre Oséias e Amós, parece favorecer o período anterior.

Autenticidade. Os judeus não questionavam a canonicidade do livro de Joel, mas o colocaram em segundo lugar entre os profetas “menores”. Também se harmoniza por completo com o restante das Escrituras, como é evidente dos numerosos paralelos entre Joel e outros livros da Bíblia. (Compare Jl 2:2 com Sf 1:14, 15; Jl 2:4, 5, 10 com Re 9:2, 7-9; Jl 2:11 com Ml 4:5; Jl 2:12 com Jr 4:1; Jl 2:13 com Êx 34:6, Nm 14:18, Sl 86:15 e Sl 106:45; Jl 2:31 com Is 13:9, 10, Mt 24:29, 30 e Re 6:12-17.) O cumprimento das profecias de Joel fornece ainda outro argumento em favor da sua autenticidade. Conforme predito, Tiro, Filístia e Edom sofreram os julgamentos de Deus. (Jl 3:4, 19; quanto a pormenores. No dia de Pentecostes do ano 33 dC, o apóstolo Pedro mostrou que o derramamento do Espírito de Deus sobre os discípulos de Jesus Cristo era cumprimento da profecia de Joel. (Jl 2:28-32; At 2:17-21) Mais tarde, o apóstolo Paulo aplicou as palavras proféticas encontradas em Joel 2:32 tanto aos judeus como aos não-judeus que invocam a Deus com fé. Rm 10:12, 13.

DESTAQUES DE JOEL

Uma profecia vívida que enfatiza a vingança de Deus e a sua misericórdia.
Foi possivelmente escrito por volta de 820 aC, nove anos depois de Uzias se tornar rei e cerca de um século depois da grande vitória de Deus sobre Moabe, Amom e os habitantes de Seir, nos dias de Jeosafá.

Invasão de gafanhotos para assolar o país; está próximo o dia do Senhor. (Joel 1:12:11)
Falar-se-á da vindoura praga durante gerações.
A vegetação do país será assolada a ponto de cessarem as ofertas de cereais e de bebida na casa de Deus.
Manda-se que os sacerdotes pranteiem e clamem a Deus por socorro.
O dia do Senhor é marcado por uma invasão destrutiva da “sua força militar”.

Israel é convidado a retornar a Deus; Seu Espírito será derramado. (2:12-32)
Os habitantes de Sião são convidados a ‘retornar’ a Deus; ele restabelecerá a prosperidade deles e os protegerá contra o “nortenho”.
Deus derramará seu Espírito sobre o seu povo, e dará portentos nos céus e na terra antes de chegar seu “grande e atemorizante dia”.
Aqueles que invocarem o nome de Deus escaparão durante o Seu grande dia.

As nações serão julgadas na “baixada de Jeosafá”. (3:1-21)
As nações serão julgadas por terem maltratado o povo de Deus.
São desafiadas a se prepararem para a guerra contra Deus e a descerem à baixada de Jeosafá; ali serão esmagadas como uvas no lagar.
Naquele tempo, Deus será refúgio para o seu povo.
Egito e Edom tornar-se-ão um ermo, ao passo que Judá será habitada e produzirá em abundância; Deus residirá em Sião.

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