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Escolha de governo Trump vira reality show

Trump Tower se tornou passarela de possíveis candidatos ao Gabinete

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A escolha dos nomes que farão parte do governo de Donald Trump parece seguir a linha do programa "O Aprendiz", reality show comandado pelo magnata na TV norte-americana e a especulação

do time só aumenta.

O ainda presidente dos EUA, Barack Obama, já havia previsto a situação, afirmando que a campanha de Trump rumo à Presidência se transformaria, inevitavelmente, em um reality show. E o desfile de candidatos a vários postos-chave no edifício Trump Tower e no Trump Nacional Golf Club confirmam cada vez mais a declaração de Obama.

Entre os cotados para integrar o governo estão personalidades como Mitt Romney e Rick Perry, passando pelo ex-general James Mattis. Eles são recebidos, ouvidos, avaliados e mantidos em uma espécie de "stand-by" na espera para um veredicto final.

E enquanto isso, o mundo acompanha o espetáculo através dos noticiários. Uma dinâmica que não faz mais do que aumentar o suspense e as expectativas por decisões rápidas. Sem embargo nas últimas horas, depois das primeiras cinco nomeações, não se registram novidades.

Os analistas lembram que, em 2008, Barack Obama continuou com nomeações até dezembro, mesmo adotando uma postura radicalmente oposta com diálogos reservados e pouco divulgados. A expectativa é de que cada novo anúncio seja conhecido depois do tradicional feriado do Dia de Ação de Graças, no dia 24 de novembro.

Trump se apressa para desfrutar de alguns dias de descanso no feriado em seu resort em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida. Fontes próximas ao magnata afirmam que sua intenção é dedicar-se única e exclusivamente à família - depois da duríssima campanha eleitoral.

 

Aumento da popularidade

 

Enquanto isso, sua popularidade cresce. Um fato anormal, segundo a imprensa local, para um chefe de Estado recém-coroado pelas urnas. O índice de aprovação, de acordo com o portal "Politico", chegou aos 46% dos eleitores, nove pontos a mais do que antes do dia em que as eleições se encerraram, em 8 de novembro.

Trump e sua concorrente Hillary Clinton, foram alguns dos candidatos mais impopulares da história dos Estados Unidos. Inclusive, duas semanas após sua eleição, continuam os protestos contra o mandatário eleito em inúmeras cidades norte-americanas.

 

Confronto com a imprensa

 

Além disso, da Trump Tower, sopram ventos de que a relação com a imprensa finalmente se acalmaria, depois das enormes tensões que surgiram durante a campanha eleitoral e os duríssimos ataques do magnata contra diversos meios de comunicação.

Na famosa torre, se reuniram com o presidente eleito diretores e jornalistas da Fox, da CBS e da CNN, entre outros, com as presenças de Wolf Blitzer e Erin Burnett, da CNN, e de Charlie Ross, da CBS.

 

Nomeações

 

Sobre as nomeações, se mantém na disputa os nomes de Mitt Romney como possível sucessor de John Kerry no Departamento de Estado e do ex-general da Marinha James Mattis no Pentágono.

Enquanto isso, a equipe econômica cogita desde os ex-funcionários do governo Ronald Reagan e George W. Bush, como Lawrence Kudlow e David Malpass até o ex-chefe do Wall Street Journal Stephen Moore, passando pelo ex-democrata como Peter Navarro, professor de economia da Universidade da Califórnia.

 

 

 

Fonte:ANSA

Reditado para:Noticias Stop 2016

Foto:Reuters

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