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Pneumonia obriga Hillary a cancelar campanha na Califórnia

Hillary Clinton: Trump desejou nesta segunda-feira uma recuperação rápida a Hillary

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A candidata democrata, Hillary Clinton, diagnosticada com pneumonia, suspendeu seus atos de campanha na Califórnia nesta segunda e terça-feira, renovando as especulações sobre seu estado de saúde, a oito semanas das eleições presidenciais nos

Estados Unidos.

A equipe de campanha de Hillary anunciou na noite de domingo o cancelamento de sua viagem à Califórnia, onde planejava participar de atos de arrecadação de fundos.

"A secretária Clinton não viajará à Califórnia amanhã (segunda-feira) ou terça-feira", informou Nick Merrill, um porta-voz de sua campanha.

O diagnóstico foi revelado no domingo depois que a aspirante precisou abandonar antes da hora a cerimônia em memória dos atentados de 11 de setembro em Nova York devido a um mal-estar provocado por uma desidratação.

Hillary, de 68 anos, esteve por 90 minutos na cerimônia cumprimentando os familiares das vítimas dos atentados ocorridos há 15 anos, quando atuava como senadora pelo estado de Nova York.

O incidente ocorreu no Marco Zero de Manhattan, quando Hillary pareceu perder o equilíbrio e se retirou da cerimônia com ajuda, dirigindo-se ao apartamento de sua filha, Chelsea.

Imagens divulgadas no Twitter mostram uma Hillary instável e cambaleante enquanto aguarda o veículo para deixar a cerimônia, precisando ser ajudada por seus acompanhantes.

O domingo foi um dia com muita umidade em Nova York, com temperaturas em torno de 28° Celsius.

 

Diagnóstico

 

Horas depois, a ex-primeira-dama saiu da casa de sua filha aparentemente melhor: sorriu aos meios de comunicação e posou com uma menina, antes de entrar em um automóvel.

"Sinto-me muito bem, é um dia lindo em Nova York", declarou.

A médica Lisa Bardack examinou a ex-secretária de Estado em sua casa em Chappaqua, Nova York.

"Hillary estava sofrendo com uma tosse relacionada a alergias. Na sexta-feira, após uma avaliação de controle por sua persistente tosse, foi diagnosticada com pneumonia", disse Bardack em um comunicado divulgado pela equipe de campanha de Hillary.

"Deram antibióticos a ela e recomendaram que descanse e modifique sua agenda. Enquanto estava no ato desta manhã, ela (...) desidratou. Acabei de examiná-la e agora está reidratada e se recupera bem", acrescentou.

Na semana passada, a candidata tossiu em diversas ocasiões enquanto pronunciava um discurso em Cleveland e sua voz foi ouvida várias vezes como um sussurro.

O incidente renova as especulações sobre o estado de saúde de Hillary.

Seu rival republicano Donald Trump já havia afirmado que a candidata carece da "força mental e física" para ocupar a Casa Branca.

Na internet há muitas afirmações de que Hillary pode ter um tumor cerebral, Parkinson ou demência.

A candidata rejeitou as versões que circulam na internet sobre sua saúde. Afirmou que a tosse foi causada por uma alergia e mencionou um relatório detalhado de seu médico que declara que está em boas condições para assumir o cargo de presidente.

 

Trump deseja melhoras

 

Trump, que também compareceu à cerimônia do 11 de setembro, desejou nesta segunda-feira uma recuperação rápida a Hillary, e anunciou que em breve divulgará detalhes sobre seu próprio estado de saúde.

"Espero que ela se recupere logo. Eu não sei o que aconteceu", declarou nesta segunda-feira à rede Fox News o empresário em um tom mais reservado que o habitual e lembrando um episódio recente de tosse da ex-secretária de estado.

"Também presumi que era pneumonia. (...) Espero que se sinta melhor e retorne à campanha", prosseguiu Trump durante a entrevista telefônica.

O magnata republicano reconheceu que a saúde dos candidatos presidenciais para as eleições de 8 de novembro é uma pergunta da campanha e garantiu que em breve publicará seu boletim médico.

"Na semana passada realizei exames (de saúde) e vou publicar os resultados quando estiverem prontos", afirmou. "Acredito que serão bons. Eu me sinto muito bem", acrescentou.

Segundo informações da imprensa divulgadas nesta segunda-feira, Trump deseja "ser respeitoso" e os integrantes de sua equipe de campanha receberam a ordem de não fazer comentários nas redes sociais sobre a pneumonia de Hillary, indicou a CNN.

A rede, que cita fontes da campanha de Trump, acrescentou que qualquer violação desta ordem pode resultar em demissão.

O magnata imobiliário - que nesta segunda-feira fará campanha em Baltimore e Maryland, antes de ir à Carolina do Norte - não costuma poupar ataques pessoais, rejeitou no domingo perguntas da imprensa sobre a saúde de sua concorrente.

 

Vitalidade

 

Jennifer Lawless, professora da American University, disse que a candidata democrata estará sob pressão para demonstrar sua vitalidade.

"O que a campanha de Hillary precisa fazer no decorrer dos próximos dias é demonstrar sua vitalidade e viabilidade. Deverá comparecer a toneladas de eventos e se apresentar como muito energética", disse Lawless à AFP.

Larry Sabato, veterano cientista político da Universidade da Virgínia, considerou que a equipe de Hillary deve divulgar um relatório médico completo.

"Realmente não tivemos muito, basicamente uma carta de seu médico", disse à CNN, e acrescentou que Trump deve ser submetido ao mesmo pedido.

Apesar do diagnóstico de pneumonia, Hillary teve na sexta-feira uma série de atividades que incluíram uma reunião de trabalho de segurança nacional, uma entrevista e arrecadação de fundos.

Jennifer Granholm, governadora de Michigan, tuitou que trabalhar apesar de estar doente é o que "nós mulheres fazemos".

 

 

 

 

 

Fonte:AFP

Reditado para:Noticias Stop 2016

Fotografias:Getty Images / Reuters

Tópicos:Doenças, Eleições americanas, Estados Unidos, Países ricos, Hillary Clinton, Políticos

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