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UE pede que países protejam LGBTs

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O Dia Mundial contra a Homofobia, comemorado no dia 17 de maio, teve manifestações em vários países do mundo nesta quarta-feira pedindo a proteção das pessoas homossexuais de violência e crimes.


Diversos fóruns e encontros foram realizados para falar sobre a situação de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais ao redor do mundo e de iniciativas para evitar a violência.
O Conselho Europeu determinou que todos os Estados-membros da União Europeia tem a obrigação de proteger as pessoas LGBTs de atos de violência e da discriminação, crimes que estão se multiplicando na Europa nos últimos anos.
Segundo o secretário-geral do Conselho Europeu, Thorbjorn Jagland, "a discriminação e a violência na relação das pessoas LGBTs representa um exemplo de populismo da pior espécie, e constitui um grande perigo para a democracia contra as quais os governos devem reagir".
Jagland também demonstrou preocupação sobre as denúncias de "perseguição e execução em massa de homossexuais na Chechênia, na Federação Russa". De acordo com o secretário, nenhum país deve tolerar a violência contra pessoas gays.
Valores enfraquecidos pela violência
O presidente da Itália, Sergio Mattarella, emitiu uma declaração condenando a violência contra os homossexuais.
"A homofobia e a transfobia violam a dignidade humana, lesam o princípio de igualdade e suprimem a liberdade e o afeto das pessoas. Ninguém pode sofrer qualquer forma de perseguição com base na orientação sexual, [...] uma violação inaceitável dos direitos humanos universais", escreveu o presidente.
Segundo o mandatário, os atos de intolerância "ferem nossa sociedade inteira, que fica enfraquecida nos seus valores fundamentais de convivência".
1ª união gay no governo
O vice-ministro de Desenvolvimento Econômico da Itália, Ivan Scalfarotto, irá se casar no próximo sábado com seu companheiro, Federico Lazzarovich, em uma cerimônia em Milão.Com isso, ele se tornará o primeiro membro do governo a oficializar uma união civil homossexual.
O casamento será celebrado pelo assessor de políticas sociais de Milão, Pierfrancesco Majorino. "Mas espero que eu não apareça nos jornais por causa de algo assim, tão privado", escreveu em sua página no Facebook.
Há um ano, a Itália aprovou a lei da união civil entre pessoas do mesmo sexo, defendida pelo Partido Democrático (PD), do qual Ivan Scalfarotto faz parte.
Brasil: líder em assassinatos de transexuais
Já no Brasil, país que lidera o ranking de assassinatos de transexuais, a situação também parece piorar. De acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB) e a Rede Trans Brasil, houve um aumento de 18% nos assassinatos de pessoas apenas por conta de sua sexualidade.
Como o crime de homofobia não é tipificado no Brasil, os números das mortes não são oficiais. Enquanto a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA) relata 340 mortes por motivos homofóbicos em 2016, a GGB contabiliza três mortes a mais.

 

 


Fonte:Da Redação, com Da Ansa
Reditado para:Noticias do Stop 2017
tesFotografias:Getty Images/Reuters/EFE/AFP

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