FMI quer «avançar bem rápido» nas negociações com Angola

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) "espera avançar bem rápido" nas discussões com as autoridades angolanas para definir o montante da ajuda financeira que será dada ao país para os próximos três anos. 

 

"É ainda cedo para dizer quais serão os detalhes porque acabamos de iniciar as discussões. Mas, certamente, esperamos avançar bem rápido", afirmou a directora do Departamento Africano do Fundo, Antoinette Sayeh, em conferência de imprensa sobre a situação económica da África Subsaariana. 

Sem informar o valor do empréstimo, Sayeh destacou que o FMI estuda as possibilidades de conceder uma assistência financeira no âmbito do Programa de Financiamento Ampliado [Extended Fund Facility - EFF, em inglês]. 

O EFF é um instrumento financeiro de empréstimo com contrapartidas e metas monitorizadas regularmente direccionado a reformas estruturais voltadas para a diversificação da economia e reforço da balança de pagamentos. 

Este pedido de apoio surge numa altura de forte crise económica e financeira em Angola, devido à quebra nas receitas com a exportação de petróleo. 

"Angola é uma das economias que sofreu bastante com o choque do petróleo já que 95% das suas exportações são do petróleo do qual dependem também para as receitas do governo. É um tempo muito difícil para Angola", analisou a economista liberiana chefe do Departamento Africano. 

Esta semana estão a ocorrer em Washington as reuniões de Bretton Woods e a delegação governamental angolana, encabeçada pelo ministro das Finanças, Armando Manuel, tem mantido reuniões de alto nível com as autoridades do Fundo para avançar no pedido de apoio. 

"Temos tido reuniões com a delegação que está aqui e esperamos avançar nas discussões acerca dos detalhes deste programa", anunciou Sayeh. 

A delegação angolana integra também o vice-governador do Banco Nacional de Angola, Gualberto Lima Campos, responsáveis e técnicos dos ministérios das Finanças e do Planeamento e Desenvolvimento Territorial.

 

 

Fornecido por:Angonoticias 2016 ( Stop.co.mz )

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