Líder da seita “A Luz do Mundo” condenado a 28 anos

Líder da seita “A Luz do Mundo” condenado a 28 anos de prisão

Angola
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O Tribunal do Huambo condenou hoje José Kalupeteka, líder da seita "A luz do mundo", a 28 anos de prisão pelo homicídio de nove agentes da Polícia Nacional, assassinados quando o tentavam prender, a si e a outros dirigentes e fiéis do culto. Além de

Kalupeteka, sete dos seus seguidores foram condenados a penas de 24 anos de cadeia e outros dois a 16 anos, segundo a sentença conhecida ao início da tarde.

Em julgamento desde 18 de Janeiro passado, o denominado “Caso Kalupeteka”, também conhecido por “Massacre do Monte Sumi”, está centrado na figura de José Julino Kalupeteka, líder da seita “A luz do mundo”, que augurava o fim do mundo em 2015.

A condenação, que deu como provados, nove crimes de homicídio qualificado e sete de homicídio frustrado, apanhou de surpresa os advogados de defesa, que recordaram que o Código Penal angolano apenas permite penas efectivas de cadeia de até 24 anos. 

Kalupeteka, também apelidado de "profeta" pelos seus seguidores recusou em tribunal a autoria dos confrontos que terminaram na morte dos agentes da Polícia, que o tentavam prender.

Os factos remontam a Abril de 2015, com as denúncias da oposição angolana e de algumas organizações de que a Polícia realizou um massacre de fiéis de Kalupeteka no Monte Sumi, Huambo.

Segundo as alegações, sempre negadas pelo Governo, centenas de seguidores de “A Luz do Mundo” foram assassinados nos confrontos com a Polícia, matéria que o tribunal não analisou, limitando-se a determinar os responsáveis pelos actos.

A violência precipitou-se quando os agentes tentavam executar um mandado de captura do ‘profeta’ e alguns dirigentes e fiéis da organização, na sequência de outro caso de violência na província vizinha do Bié, que também está a ser julgado.

Ministério Público acredita que os polícias foram vítimas de um ataque contra “inimigos da seita ou mundanos”

Na altura dos acontecimentos –  que, segundo a versão oficial, levaram à morte de nove polícias e 13 fiéis – os visados estavam concentrados no acampamento da seita, no Monte Sumi.

De acordo com o Ministério Público, antes do crime, a 16 de Abril, Kalupeteka e os seus homens prepararam machados, facas, mocas para atacar os "inimigos da seita ou mundanos".

A acusação contra os homens, com idades entre os 18 e os 54 anos, refere que as mortes dos agentes resultaram essencialmente de agressões com objectos contundentes, inclusive paus, punhais e catanas, às quais alguns polícias responderam com disparos.

Já para a defesa, assegurada pelos advogados da associação "Mãos Livres" e liderada por David Mendes, não ficou provado que o líder da seita desobedeceu, resistiu às autoridades ou orientou os seus seguidores a criarem postos de vigilância para, posteriormente, agredirem os agentes da Polícia Nacional.

A defesa alegou anteriormente que na zona dos confrontos estariam cerca de oito dezenas de adultos, crianças e bebés, tendo a Polícia apresentado em tribunal mais de 80 armas, como mocas e machados, apreendidos no local, suspeitando por isso da veracidade destas provas.

 

 

 

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